Criatividade na educação
O sistema educacional tem se distanciado cada vez
mais do fazer pedagógico que favorece o desenvolvimento do potencial criativo
do indivíduo ao passo que prioriza a aprendizagem mecânica ou memorização de
conteúdos, não permitindo que o aluno passe pelo processo de aquisições do
conhecimento de forma significativa, crítica e autônoma. Com o trabalho dos designers didáticos apresentado por Costa (2012) esse
quadro, porém, pode ser revertido com a criação de ambientes de aprendizado
inovadores que despertam o interesse do aluno para os conteúdos educacionais.
As fundamentações teóricas
que ditam o modelo educacional praticado nas escolas de hoje parecem imutáveis,
continuam fortemente ligadas as Terias de Currículos tradicionais o que
dificulta o desenvolvimento pleno do indivíduo, como cidadão crítico, capaz de
transformar a realidade que está posta.
As atividades pedagógicas
nesses ambientes carecem de recursos que proporcionem aos alunos desenvolver a
capacidade de inovar, reinventar, ter ideias originais, ora, isso, certamente,
se dá porque a visão tradicional de que esses são meros receptores de
informação e de que o professor, o transmissor delas, cresce cada dia mais. E,
isso acaba impedindo-os de ultrapassar o limite da aprendizagem, e eles sequer
conseguem fazer conexões entre os conteúdos disciplinares.
Com isso, o grande desafio dos educadores, nesse sentido, é de (re)pensar suas práticas pedagógicas, e criar ações que possam despertar nos alunos, o desejo de aprender e, consequentemente, fazê-los atribuir algum sentido para aquilo que lhes é apresentado, pois de alguma forma isso servirá para o processo de desencadear sua criatividade.
Com isso, o grande desafio dos educadores, nesse sentido, é de (re)pensar suas práticas pedagógicas, e criar ações que possam despertar nos alunos, o desejo de aprender e, consequentemente, fazê-los atribuir algum sentido para aquilo que lhes é apresentado, pois de alguma forma isso servirá para o processo de desencadear sua criatividade.
Essa criatividade, de modo geral, é a maneira pela qual o
sujeito pode expressar suas ideias para solução de problemas impostos a ele, é
através dela que este pode buscar com formulações de hipóteses, meios para
superar dificuldades ou algumas lacunas no conhecimento. Nessa perspectiva, Ken
Robinson, diz que “muitas pessoas altamente talentosas
e criativas não se veem dessa forma, porque aquilo em que eram boas não foi
valorizado pela escola, ou estigmatizado até. As escolas nos educam a abandonar
a criatividade”, e é exatamente aí que o
conceito de design didático ganha força porque usa a criatividade
para desenvolver ferramentas e utilizar métodos que incorporados ao ensino
oferece um ambiente educacional atrativo e desafiador àqueles que buscam novos
conhecimentos.
Em vista disso, pode-se concluir que o aluno
não participa do processo educacional passivamente, na posição de mero
consumidor, ele participa também na condição de sujeito, capaz de transformar a
realidade que está posta, pois sua própria condição humana o coloca diferente
das demais espécies por ultrapassar o mundo natural e agir sobre ele. É
alarmante, a necessidade de transformação do sistema educacional vigente, porque
um ambiente que se entende como privilegiado para aquisições de conhecimentos
não deve desestimular, em hipótese alguma, o processo de criatividade do aluno,
processo, este, fundamental para desenvolvimento do sujeito como cidadão.
ROBINSON, Ken. Ken
Robinson: Escolas matam a criatividade? Disponível em. http://www.youtube.com/watch?v=0pn_oTIwy4g acessado em 29 de
maio de 2012.
MALDONATO, Mauro, DELL’ORCO, Silvia et al. Criatividade,
pesquisa e inovação: o caminho surpreendente da descoberta. Disciplina
Ambientes Virtuais de Comunicação, aula 1, curso PIGEAD, LANTE/UFF, abr.2012.
COSTA, Rosa Maria E. M. da, MARINS, Vânia et al. Design
Didático. Disciplina Ambientes Virtuais de Comunicação, aula 1, curso PIGEAD,
LANTE/UFF, abr.2012.