quarta-feira, 20 de junho de 2012


Criatividade na educação


     O sistema educacional tem se distanciado cada vez mais do fazer pedagógico que favorece o desenvolvimento do potencial criativo do indivíduo ao passo que prioriza a aprendizagem mecânica ou memorização de conteúdos, não permitindo que o aluno passe pelo processo de aquisições do conhecimento de forma significativa, crítica e autônoma. Com o trabalho dos designers didáticos apresentado por Costa (2012) esse quadro, porém, pode ser revertido com a criação de ambientes de aprendizado inovadores que despertam o interesse do aluno para os conteúdos educacionais.
     As fundamentações teóricas que ditam o modelo educacional praticado nas escolas de hoje parecem imutáveis, continuam fortemente ligadas as Terias de Currículos tradicionais o que dificulta o desenvolvimento pleno do indivíduo, como cidadão crítico, capaz de transformar a realidade que está posta.
     As atividades pedagógicas nesses ambientes carecem de recursos que proporcionem aos alunos desenvolver a capacidade de inovar, reinventar, ter ideias originais, ora, isso, certamente, se dá porque a visão tradicional de que esses são meros receptores de informação e de que o professor, o transmissor delas, cresce cada dia mais. E, isso acaba impedindo-os de ultrapassar o limite da aprendizagem, e eles sequer conseguem fazer conexões entre os conteúdos disciplinares.
     Com isso, o grande desafio dos educadores, nesse sentido, é de (re)pensar suas práticas pedagógicas, e criar ações que possam despertar nos alunos, o desejo de aprender e, consequentemente, fazê-los atribuir algum sentido para aquilo que lhes é apresentado, pois de alguma forma isso servirá para o processo de desencadear sua criatividade.
     Essa criatividade, de modo geral, é a maneira pela qual o sujeito pode expressar suas ideias para solução de problemas impostos a ele, é através dela que este pode buscar com formulações de hipóteses, meios para superar dificuldades ou algumas lacunas no conhecimento. Nessa perspectiva, Ken Robinson, diz que “muitas pessoas altamente talentosas e criativas não se veem dessa forma, porque aquilo em que eram boas não foi valorizado pela escola, ou estigmatizado até. As escolas nos educam a abandonar a criatividade”, e é exatamente aí que o conceito de design didático ganha força porque usa a criatividade para desenvolver ferramentas e utilizar métodos que incorporados ao ensino oferece um ambiente educacional atrativo e desafiador àqueles que buscam novos conhecimentos.
     Em vista disso, pode-se concluir que o aluno não participa do processo educacional passivamente, na posição de mero consumidor, ele participa também na condição de sujeito, capaz de transformar a realidade que está posta, pois sua própria condição humana o coloca diferente das demais espécies por ultrapassar o mundo natural e agir sobre ele. É alarmante, a necessidade de transformação do sistema educacional vigente, porque um ambiente que se entende como privilegiado para aquisições de conhecimentos não deve desestimular, em hipótese alguma, o processo de criatividade do aluno, processo, este, fundamental para desenvolvimento do sujeito como cidadão.


ROBINSON, Ken. Ken Robinson: Escolas matam a criatividade? Disponível em. http://www.youtube.com/watch?v=0pn_oTIwy4g acessado em 29 de maio de 2012.

MALDONATO, Mauro, DELL’ORCO, Silvia et al. Criatividade, pesquisa e inovação: o caminho surpreendente da descoberta. Disciplina Ambientes Virtuais de Comunicação, aula 1, curso PIGEAD, LANTE/UFF, abr.2012.

COSTA, Rosa Maria E. M. da, MARINS, Vânia et al. Design Didático. Disciplina Ambientes Virtuais de Comunicação, aula 1, curso PIGEAD, LANTE/UFF, abr.2012.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Seja original!

O "V" dos Gansos


O ''V'' dos gansos : Exemplo de trabalho em equipe


Fabrício Jesus da Silva

No outono,quando se vê bandos de gansos voando rumo ao Sul, formando um grande “V” no céu, indaga-se o que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem desta forma. Sabe-se que quando cada um bate as asas move o ar para cima ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás, a resistência do ar diminui para cada ganso a medida que mais longe fica do cume. Em geral, o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de vôo do que uma ave voando sozinha.

Pessoas que têm a mesma direção e sentido de equipe podem atingir seus objetivos de forma mais rápida e fácil pois se beneficiam do impulso mútuo.

Sempre que um ganso sai do bando, sente subitamente o esforço e a resistência necessários para continuar voando sozinho. Rapidamente, ele entra novamente em formação.

Se tivéssemos o mesmo sentido dos gansos, manter-nos-íamos em formação com os que lideram o caminho para onde também desejamos seguir.

Quando o ganso líder se cansa, ele muda de posição dentro da formação e outro ganso líder assume a liderança. Assim todos se ajudam de forma a garantir a sustentabilidade até o seu destino final.

Todos têm seu papel definido, ficando para os gansos de trás o trabalho de gritar encorajando os da frente para que mantenha a velocidade.

Quando um ganso adoece ou é ferido, deixa o grupo, dois outros saem da formação e o seguem para ajuda-lo e protege-lo.

Chego a conclusão que o vôo dos gansos rumo ao Sul no outono é um grande exemplo de trabalho em equipe onde todos têm o mesmo objetivo, meta e compromisso com o sucesso.